terça-feira, 7 de novembro de 2017

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Crônicas Imortais: 1 Temporada: Novatos parte 1

"Vou contar a vocês a minha historia, e a historias de outros como eu, minha historia representa a historia do século que se passou e as historias secretas de mudanças que levaram a formar o que se tornou esse século, a historia de outros como eu se confunde com a historia da raça humana, nos vivemos muitas vidas caminhando secretamente ao seu lado... até agora”
-Adrian Chase

“Ele é imortal, ele não está sozinho, existem outros como ele, alguns bons outros maus, o solo sagrado é o único refugio de sua raça, constantemente enfrentando outros imortais em combates até a morte, o vencedor corta a cabeça de seu inimigo e com isso, absorve seu poder, eu sou um sentinela, parte de uma sociedade secreta de homens e mulheres que observam,mas nunca interferem,sabemos a verdade sobre os imortais, nó final só pode haver um.”
-Joseph Dawnson,Diretor do escritório dos observadores da Europa


Novatos Episodio 1:Memórias parte 1
Em algum lugar do Alabama, 1998
Estava aparentemente perdido caminhando na noite escura observando um homem mexendo no motor
Adrian– carro quebrado?
O nome do homem que estava arrumando o carro era Thomas ele tinha uma aparência rústica de caminhoneiro americano com um boné, grandes óculos escuros de xerife e um tênis antigo allstar que aparentemente já havia tido dias melhores, jeans antigos e uma camisa escrita “eu odeio democratas”.
Thomas – não
Verdadeiramente um típico americano, Adrian tentava esquecer o porque dele odiar tanto americanos ao se aproximar dele sentia uma súbita sensação a mesma quando predadores encontram outros predadores esse era o despertar como os imortais se identificavam,o homem aparentemente sentiu também porem deve ser muito novo ou um ótimo ator,pois não demonstrou nenhuma apreensão.
Adrian – entendo, só dando uma esfriada no motor?
Dois carros parados, um homem, coisa boa não é, agora eu estou fazendo o que meu professor me diria ser a coisa mais estúpida do mundo, estou me importando.
Thomas – não, o carro não é meu.
Um homem sai da floresta ao lado da pista, ele esta arrumando as calças e andando.
Frank – certo Thomas nos...
Ele é só um mortal, incrível que eles só têm tempo de aprender a lição mais importante da vida.
Frank – quem diabos é esse ai?
Thomas – sei lá
Adrian – esse carro é seu?
Frank – o azul sim...
Adrian – tem lugar para mais um?
Eles me deixam entrar, se acham os seres mais fodões do universo, talvez ele seja só um mané qualquer que descobriu após terem enchido ele de bala.
Frank – quer cerveja?
Adrian – seria muito bom
Frank – falando nisso qual teu nome?
Adrian – Chase, Adrian Chase
Ele parece não ligar, nem deve saber nada sobre sua natureza ou que tipo de ser ele é.
Frank – mas que porra você está fazendo no meio do nada?
Adrian – estou indo para Paradise
Thomas – Paradise? Que merda você vai fazer naquela cidadezinha
Adrian – ouvi dizer que foi lá que enterraram secretamente Kurt Cobain
Frank – Haha,ta de sacanagem comigo
Thomas – droga acabou a cerveja
Adrian – eu tenho algo especial
Uma vez conheci um homem de 5 mil anos,ele nasceu no lugar onde inventaram a cerveja,nossa fisiologia depois de nossa primeira morte torna incapaz que fiquemos bêbados a não ser que bebêssemos um bar inteiro,mas essa garrafinha mágica deixa até mesmo um de nos embriagado.
Thomas – me dá essa droga
Frank – espera me deixa tomar um pouco...
Thomas – esse troço é bom!
Frank – você é da Inglaterra não é?
Adrian – Escócia na verdade
Thomas – mas a Escócia não faz parte da Inglaterra?
Adrian – na verdade a Inglaterra, Escócia e outros países fazem parte do Reino Unido
Frank – haha essa é boa!
Thomas – é uma pena, gostei da tua atitude, talvez a gente deva...
Frank – você sabe que as coisas tem que ser desse jeito Thomas...
Adrian – tem razão, Thomas, sabiam que iria rolar logo que me viram, mas bom eu também,por isso dei essa merda para vocês beberem
A bebida começa a fazer efeito eles ficam zonzos o carro sai da rua em uma curva,essa é a merda da pior parte,a parte em que eu morro,se eu fosse mais velho eu teria resistido,mas também seria mais veloz e forte que qualquer mortal,mas como eu disse antes,eu só tenho 100 anos,eu logo acordo,Thomas também,mas ele não sabe como matar seres como nos,para o azar dele eu sei.
Thomas – essa foi muito boa cara, mas nada pode me matar, nada!
Ele está caído, sangrando feito um porco, ao contrario dele eu não sou o idiota o suficiente para levar objetos cortantes dentro do carro, no peito dele está fincado um facão, eu tiro de seu peito.
Thomas – eu já disse seu merda eu não posso...
Eu corto sua cabeça, a energia flui em meu corpo eu posso sentir tudo ao meu redor ao mesmo tempo, é a melhor sensação que alguém pode ter, nos chamamos isso de  despertar, ele faz a arvore ficar em chamas, eu teria poupado a vida dele, talvez ensinado sobre sua imortalidade, algumas vezes quando não se é ensinado fica maluco, mas cheguei tarde demais, ele virou um psicopata, alem do mais ele me chamou de inglês e isso me deixa puto.
Adrian – muito bem então...
Eu abro a porta malas do carro, a verdadeira razão a qual eu estou aqui, esse cara depois que ficou imortal pegou um cara na rua, mas esse é especial, ele é um observador, ela faz parte de uma sociedade secreta de nerds vouyers que nos observam, ele observava esse maluco e isso custou muito a ele,por estar  espancado e amarrado posso ter uma ideia do que aconteceu.
Adrian – pronto, pode sair...
Homem – não me machuque...
Adrian – calma , eu nunca faria isso, perto daqui tem um restaurante, sugiro que vá lá e peça ajuda a policia.
Mulher – obrigado...
Ele vai contar aos amiguinhos nerds que eu sou um cara legal, quem sabe eu ganhe uns pontos e eles me ajudam quando estiver fodido,o que ele não sabe é que eu sei sobre eles,o imortal que me contou sobre o jogo disse tudo sobre eles,mas agora é a hora de voltar para a casa.
Adrian – o que?!
Eu sinto uma presença, mas não é de um imortal, é outra coisa, algo diferente, algo que eu não poderia imaginar que existisse,quando me viro um tiro súbito em meu peito de uma espingarda nem preciso dizer que dói muito,o suficiente para sentir meus órgãos internos virando gelatina
Adrian – que merda...
Um garoto pálido de olhar sinistro usando um terno antigo e uma mulher carregando uma espingarda usando uma roupa de empregada caminhavam lentamente se aproximando de mim.
Empregada – ele deve ser muito novo mestre
Ela era loira e tinha seios lindos, de alguma forma sabia que eu um dia iria acabar assim.
Garoto-verdade, normalmente eles não ficam tão fodidos assim com um simples tiro
O garoto emanava uma presença sinistra, algo que nunca senti em uma vida,algo diferente do que senti quando me aproximava de outros imortais.
Adrian – quem?
Garoto – você está oficialmente fodido garotão...

continua...

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A incrível saga de William Adams, o samurai ocidental

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Antes de mais nada, existe uma discussão se um Hatamoto (veremos logo o que significa) é realmente um samurai, mas como não sou historiador e ele possuía o direito de portar uma espada, cujos únicos donos poderiam ser samurais, então, no sentido prático, ele era um samurai.
Mas quem diabos era esse samurai ocidental?
Bem, o navegante inglês William Adams (1564-1620) foi o primeiro e um dos únicos ocidentais a receber o título de samurai, dado pelo próprio Tokugawa. O romance best-seller “Shogun” de James Clavell baseia seu protagonista, John Blackthorne, em William, além disso, o inglês é até hoje a grande referência ocidental de um não japonês samurai.
Ele chegou ao Japão em 1600, na época, as Provinciais Unidas (Países Baixos) travavam sua guerra de independência contra os espanhóis, que dominavam o sul da atual Itália, os atuais Bélgica e Países Baixos (Holanda) e haviam forçado Portugal à submissão através da União Ibérica. Por sua vez, os neerlandeses eram aliados dos ingleses, que também eram protestantes e inimigos da católica Espanha, o complexo sistema de alianças religiosas/políticas e vassalagem tornava os aliados históricos Inglaterra e Portugal inimigos pela primeira vez na história. Adams e sua missão foram muito afetados por essa dinâmica, já que tanto Católicos (ibéricos) quanto protestantes (anglo-saxões e batávios) expandiram suas guerras para o resto do mundo.
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A missão de William Adams estava no contexto da (Primeira) Guerra Anglo-Espanhola (1585-1604). A tela acima retrata a Invencível Armada Espanhola sendo vencida .

Adams seria enviado em uma missão de alto risco e ultra secreta para o oriente, onde deveria comercializar preciosos itens industriais em troca das riquezas únicas da Ásia Oriental, como a porcelana e a seda.
Seu navio, de bandeira neerlandesa e único sobrevivente de uma esquadra de 5 que tinha zarpado para o oriente, tinha vários bens que deveriam ser comercializados com os asiáticos, sua carga principal eram 19 canhões pesados, 500 mosquetes e munição, além de pregos, martelos e outros utensílios pré-industriais. Logo que chegou a costa de Kyushu (ao sul do Japão), foi recepcionado por tropas dos Daimyos locais e padres jesuítas (os quais serviam de tradutores e missionários dentro do Japão na época) que pretendiam ver todos executados como piratas pelos japoneses, embora estivessem mais preocupados com a heresia (protestantismo) chegando ao Japão do que com os bens que eles possuíam.


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Durante o final do século XIV, os jesuítas tinham grande poder dentro dos círculos de liderança japoneses, principalmente no sul do país e na liderança do Exército da Coalização Ocidental, liderado pelos clãs do conselho de Osaka.

Os canhões e mosquetes do navio foram retirados, estes seriam mais tarde usados na batalha de Sekigahara pelo Exército/Coalizão do Leste, ou Exército Oriental comandado(a) por Tokugawa Ieiasu (o primeiro Shogun Tokugwa). Os tripulantes tornaram-se “convidados de honra” (prisioneiros com alguns luxos) no Castelo de Osaka, com exceção de Adams.
Mas o que aconteceu com ele?
Aquele que viria a ser conhecido como o samurai de olhos azuis, logo se tonaria conselheiro e até mesmo amigo pessoal de Ieyasu, dada sua capacidade linguística, estratégica e de natural antagonismo aos católicos. Sendo até mesmo condecorado como Hatamoto, uma honraria analogamente similar ao “Sir” Inglês, ou seja, deveria ser obtida por mérito ao invés de herança.


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Gravura de uma visão mais próxima da realidade do verdadeiro William Adams (realidade, por que você não pode ser tão maneira quanto a realidade? 

Não se sabe ao certo o porquê, talvez pela sua capacidade de aprender línguas rapidamente, falar tanto holandês quanto português ou ser experiente lidando com ambos, mas William Adams caiu nas graças de Tokugawa Ieyasu após ser aprisionado. O futuro Shogun logo ordenaria o inglês construir o primeiro navio japonês de design ocidental, um navio de guerra de 80 toneladas. Após ela ficar pronta, Tokugawa demandaria outra ainda maior, de 120 toneladas.
Após anos de serviço, em 1605, Adams seria congratulado como Hatamoto e Samurai, sendo permitido que carregasse espadas em solo japonês, honraria concedida apenas a esta casta. Ele também governaria uma propriedade com cerca de 80 servos na província de Miura e receberia o nome de Miura Anjin (三浦按針), ou Anjin, que significa “Navegador”. Além disso, também receberia algumas propriedades em Edo (era muito comum os grandes Daimyo terem seus domínios no interior e algumas propriedades dentro ou na periferia de grandes castelos, como os de Osaka e Edo, onde teriam um espaço de resolução de disputas e formação de alianças e acordos comerciais sem precisarem ficar indo para um lado e para o outro do país).


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Os navios do Selo Vermelho tinham a permissão especial de comercializar com outros países e trazer suas mercadorias ao Japão. Algo pensado caso houvesse uma futura ruptura com os impérios ocidentais.

Mesmo assim, Adams ainda tinha o desejo de voltar para sua terra natal e esposa. No entanto, Ieyasu tinha outros planos para ele, os quais incluíam sua permanência no Japão para sempre.Em 1611-12, Ieyasyu, agora Taishogun (o supremo comandandante de todas as forças militares do Japão), supostamente teria dito o seguinte a Adams:
“Você poderá deixar o Japão, Anjin. Mas não com sua cabeça”.
Após pelo menos uma década sob Tokugawa Ieyasu, William Adams contava com grande apoio e, supostamente, até mesmo sua amizade. Adams, ou Anjin, seu nome de samurai, era um dos principais conselheiros de Ieyasu, servindo como tradutor em diversas oportunidades, pois era fluente em Inglês, Holandês e Português.
Além disso, ele serviria como informante do xogunato dentro de empresas e missões diplomáticas ocidentais. Nessa altura, ele já era casado com uma japonesa, uma samurai com quem teve um casal filhos. Pouco é conhecido de sua vida familiar, mas sua esposa era provavelmente católica, no entanto, nenhuma maior tensão religiosa entre ambos é relatada (Adams/Anjin era protestante). No final das contas, sua relação com a esposa japonesa (ele também tinha uma na Inglaterra) foi descrita como muito amorosa por comerciantes e diplomatas ocidentais que os viram na época.


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Os serviços de tradução eram extremamente importantes na época e, antes de Adams, feitos quase exclusivamente pelos jesuítas.

Em 1613, Anjin conseguiu que um acordo fosse aprovado com os Britânicos e um posto comercial da Companhia das Índias Orientais seria aberto em Nagasaki. Mais tarde naquele ano, Ieyasy o permitira voltar para à Inglaterra, porém ele prontamente se recusou, seus motivos, no entanto, ficam à imaginação do leitor.
Entre 1614 e 1619, Anjin, com os famosos selos vermelhos do xogunato, segue em várias missões comerciais e diplomáticas em favor do Japão no continente asiático e no pacífico. Ele visitaria o reino do Sião (atual Tailândia), a região da Cochinchina (atual Vietnã), Formosa (atual Taiwan), as possessões espanholas nas Filipinas e o reino de Ryukyu (atual Okinawa).
Quase todos os progressos de Anjin para aproximação entre o Bakufu (como também é conhecido o regime do Xogum) e o ocidente começaram a se dissolver. Diferentemente de outros postos comerciais asiáticos, como Goa (na atual Índia), Mallaca (na atual Malásia) e Batávia (na atual Indonésia), Nagasaki, o principal porto comercial japonês na época, não era controlada pelos europeus, que tinham de se submeter às leis e costumes japoneses, mesmo quando achavam-os alienígenas e injustos. Com o tempo, atritos entre ambas as partes tornaram-se extremamente comuns.


O amigo e mestre de William Adams Tokugawa Ieyasu .jpg
Embora não tenha sido ele a destruir o cristianismo no Japão, foi durante o xogunato de Tokugawa Ieyasu que as relações entre o Ocidente e o Japão se denegriram ao extremo.

Os interesses dos ocidentais logo ficaram claros para a liderança da parte oriental (ou norte) do Japão, liderados por Tokugawa Ieyasu. Com a contínua destruição da cultura dos povos conquistados e devastação predatória de seus recursos pelos europeus no Pacífico, principalmente no que viriam a ser as atuais Indonésia e Filipinas e vendo a trágica similaridade desses lugares com o Japão (os três são arquipélagos formados por milhares de ilhas, com economias muito focadas na agricultura e extrativismo e, na época, extremamente decentralizados em poder político e militar), os japoneses começaram a agir.
Mas longe de ser um plano secreto maligno, a corrosão das relações entre Japão e Ocidente levaria décadas e Anjin estaria no meio do turbilhão.
Anjin participaria de praticamente todos os acordos com nações europeias, no entanto, ele teria um papel muito menor do que se imagina, servindo muitas vezes como mero tradutor. Isso é percebido pelo fato dos portugueses, a quem Anjin odiava, terem também conseguido algumas liberdades no comércio, além dos neerlandeses terem algumas de suas demandas prontamente negadas.
Apesar disso, em 1614 Ieyasu declara o cristianismo novamente proibido no Japão e expulsa os missionários católicos, Toyotomi Hideyoshi teria feito o mesmo trinta anos antes e tal ordem fora prescrita pelo próprio Ieyasu. O que favoreceria os protestantes, dado que estes abertamente proclamavam sua não intenção em converter os japoneses, se eles também não tivessem tido várias de suas permissões suspensas. Os ingleses se retirariam do Japão dois anos depois.


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A Batalha de Sekigahara foi o ponto de inflexão da história japonesa, antes um país dividido entre centenas senhores da guerra, os Daimiyos, agora seria um país unificado sob um único líder, um cuja desdem pelo cristianismo, principalmente o católico, era abertamente declarado.

Em 1616, morre Tokugawa Ieyasu que, embora aposentado, ainda detinha grande poder na corte. Com a ascensão do herdeiro do Bakufu, Tokugawa Hideata, o sentimentos anticristãos chegaram níveis alarmantes. Mesmo que os protestantes veementemente se defendessem das acusações de que se engajavam em missionarismo assim como os católicos, já não havia muita diferenciação entre as duas religiões cristãs para os japoneses.
Os expurgos promovidos nas Filipinas pelos espanhóis não ajudariam em nada.
Com o início da colonização da América do Norte, os Britânicos abandonaram suas intenções no Japão. Os Portugueses, agora em vassalagem com a Espanha, também perdiam o fôlego econômico que precisavam para tornar o Japão tão atrativo. Não demoraria muito para que as medidas anticristãs ficassem cada vez mais severas e, tendo o Bakufu normalizado relações com a Coreia, negócios com ocidentais ficaram beira do impossível.
Ameaças de bombardeio da costa por navios espanhóis tiveram o efeito oposto ao desejado, com os líderes anti-cristãos ficando cada vez mais agressivos, não era incomum que multidões depredassem mosteiros e igrejas com a conivência das autoridades.


período espanhol nas filipinas
Os espanhóis não agiram nas Filipinas muito diferente do que fizeram nas Américas, o que, obviamente, ascendeu o alerta vermelho nas lideranças não cristãs do Japão.

Felizmente, o samurai ocidental não veria o pior.
Em 1620, aos 56 anos, morre Miura Anjin, nascido como William Adams, que fora uma figura tão pitoresca, habitaria o imaginário ocidental e seria uma das grandes figuras do orientalismo do século XIX. Pouco sabe-se sobre sua morte, especula-se de alguma doença não detectável na época. Esse era o fim da vida, porém início da lenda do Samurai de olhos azuis.
Embora na prática Adams tenha sido de relativa pequena contribuição para o ocidente e praticamente fora esquecido no Japão após sua morte, seu mito e simbolismo não podem ser negados. Ele foi tão importante nesse aspecto, que até mesmo seria citado na declaração de aliança entre os impérios Britânico e Japonês no início do século XX, sendo continuamente representado como uma ponte cultural e histórica entre os dois impérios insulares.


Hirado
A lápide de William Adams, ou Miura Anjin, existe até hoje em Hirado, Nagasaki. Local onde também se encontram as lápides de sua mulher e filhos, interessante notar que seu prestígio foi tão grande, que seu legado cristão sobreviveu aos expurgos e genocídio promovido pelo xogunato anos após sua morte.

Ao lado de outro personagem histórico, o oficial francês Jules Brunet (outro samurai ocidental), Adams ainda seria e, provavelmente, será uma figura de muito fascínio e “mitificação” tanto no ocidente como no Japão.
O que achou do texto, tem mais alguma informação? Críticas, dúvidas e sugestões são sempre bem-vindas e se você gostou do que leu, dá uma passada no blog, tenho certeza que vai encontrar algo que goste.
Referências e dicas de leitura:
  1. Dereck Massarela. William Adams / Miura Anjin: Man / Myth. 2000
  2. Ilza Veith. The Story of Will Adams. The Far Eastern Quarterly. 1945
  3. James Clavell. Shogun. 1975.
  4. The English Renaissance and the Far East: Cross-Cultural Encounters
  5. WILLIAM ADAMS AND EARLY ENGLISH ENTERPRISE IN JAPAN.
  6. http://saritimur.blogspot.com.br/2014/05/hirado-sightseeing.html>&gt
  7. http://wiki.samurai-archives.com/index.php?title=William_Adams>&gt

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Jovem sai da própria cova após levar dois tiros e pauladas na cabeça

Após levar dois tiros e pauladas na cabeça, perder um olho, ser dado como morto, o jovem conseguiu sair da cova onde estava enterrado e caminhar até à rodovia, onde foi socorrido. Dois homens foram presos

terça-feira, 19 de setembro de 2017

2 anos de Highlander Brasil

2 anos de Highlander Brasil
2 anos atrás eu buscava na internet um local que pudesse ter noticias de Highlander no Brasil, infelizmente a maioria dos sites e blogs estavam fora do ar ou inativos, então decidi criar o meu e um grupo no facebook (que vi ser inexistente), para minha surpresa existem ainda muitos fãs perdidos que buscam noticias do universo de Highlander.

Então se você é um deles entre no grupo do facebook e conheça outros fãs da franquia imortal.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017